Conheci o universo criado por Octavio Aragão através do Intemblog, mantido pelo próprio autor e pouco tempo depois adquiri a coletânea de contos Intempol, que trazia contos de diversos autores neste mesmo universo.
Intempol é o que podemos chamar de um universo transmídia bem brasileiro. Tudo começou com o conto Eu Matei Paolo Rossi, do próprio Octavio Aragão, publicado na antologia Outras Copas, Outros Mundos, em 1998. Logo depois tivemos o livro já mencionado, Intempol, além dos quadrinhos The Long Yesterday (de Osmarco Valladão e Manoel Magalhães) e A Mortífera Maldição da Múmia, publicada na internet lá por 2002 (baseada em um conto do escritor Carlos Orsi).
Agora, em uma parceria com a excelente Editora Draco, Octavio Aragão lança “Para tudo se acabar na quarta-feira”, albúm em quadrinhos ilustrado por Manoel Ricardo.
Para tudo se acabar na quarta-feira nos apresenta de forma bem divertida o universo ficcional criado por Aragão. Em meio a guerra pelo comando do tráfico no Rio de Janeiro conhecemos Guilherme, um cara durão que busca entender de onde partiu o tiro que atingiu sua amada em meio a Sapucaí. Durante essa busca, Guilherme tem o primeiro contato com agentes da Intempol, a polícia do tempo e descobre a verdade sobre seu treinamento e seu verdadeiro papel nisso tudo.
Octavio Aragão ainda nos brinda com um prólogo e um epílogo bem interessantes no album, que traz o comissário Valadão e o quadrinista Wilson. Aparentemente esse início e final do álbum não tem relação direta com a história contada nas páginas da HQ, mas é muito bem escrita e deixa o leitor curioso para saber mais.
Um projeto muito bacana que mostra a força dos quadrinhos nacionais.
Para saber mais sobre o universo de Intempol acesse o Intemblog, ou acompanhe o twitter de Octavio Aragão.
Para comprar o álbum acesse o site da Editora Draco.
Tiago Castro é publicitário, agitador cultural, aspirante a escritor de literatura fantástica, o criador do Universo Insônia e com ideias elevadas à potência máxima!
No twitter @castrinho





Há tempos que as histórias em quadrinhos deixaram de ser apenas as histórias de super heróis que os brasileiros nascidos na década de 70 leram na infância. O momento é de efervescência quando o assunto é criação nacional. Em 2011, a HQ “Daytripper”, dos irmãos Gabriel Bá e Fábio Moon venceu nos Estados Unidos os prêmios Eisner Award e Harvey Award, e foi considerado o grande destaque do ano.
A exposição fica em cartaz até 24 de fevereiro e conta ainda com trabalhos de André Leal, Carriero, Caeto, Caio Majado, Caio Yo, Catia Ana, Davi Calil, Denis Mello, Digo Freitas, DJota Carvalho, Eduardo Ferigato, Felipe Nunes, Flávio Luiz, Fred Hildebrand e Ana Recalde, Giorgio Galli, Hugo Nanni, João Azeitona, Leo Finocchi, Leonardo Maciel, Lu Cafaggi, Magno e Marcelo Costa, Mario Cau, Mario Cesar, Pedro Cobiaco, Raphael DeLatorre / Marcelo Maiolo / Beto Scoob, Raphael Salimena, Samanta Floor, Vitor Cafaggi, Vitor Gorino, Will, Will Leite, Wanderson de Souza e Daniel Esteves.








































