Relações de Sangue (Martha Argel)
agosto 17, 2010 by Tiago Castro
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Há algumas semanas recebi da Giz Editorial o livro Relacões de Sangue da Martha Argel e prontamente comecei a leitura. Já tinha ouvido falar muito bem do livro, mas ainda não o conhecia.
Relações de Sangue foi publicado pela editora Novo Século em 2002 e relançado agora em 2010 sob a tutela da Giz Editorial.
Nesse emplogante suspense policial vampírico, Martha Argel nos apresenta a engraçada e cativante personagem Clara Baumgarten que tem uma amiga bastante incomum … Lucila, uma vampira. Clara e Lucila mantem uma relação bem interessante de amizade, já que a vampira respeita sua amiga e não utiliza seus poderes para conseguir o sangue da mortal.
Tudo parece caminhar bem, enquanto Clara vive seus problemas profissionais com traduções de livros chatos e seus rolos amorosos, até que um outro vampiro entra em cena, Daniel.
Daniel é um vampiro um tanto quanto diferente também. Ele utiliza seus poderes para ganhar a vida como “vampiro de programa”, isso mesmo, ele é pago para sugar o sangue das suas clientes. Até aí, tudo bem. O problema ocorre quando suas clientes começam a morrer e o trio Clara, Lucila e Daniel tentam desvendar esse caso.
Clara fica no meio do fogo cruzado entre os vampiros e o possível assassino, que é conhecido como “Vampirão”, o qual utiliza dos mesmos anúncios de jornal para encontrar as clientes de Daniel.
O livro é bem interessante e a trama bem construída. Martha conseguiu criar uma personagem muito interessante, Clara Baumgarten. Muitas passagens do livro são engraçadíssimas, como os momentos em que Clara tenta convercer ela mesma de alguma coisa ou quando tenta ignorar os vampiros que aparecem a todo momento em sua sala de estar.
Relações de Sangue é um livro curto, de leitura rápida e divertida.
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- Divertida pra você, que não tem que se preocupar com dois vampiros no seu pescoço …
- Hein?
- Isso mesmo, dois vampiros querendo sugar meu sangue a todo momento e pra completar um assassino psicopata pegando no meu pé!
- Clara?
- Lógico, quem mais você esperava, a Chapéuzinho Vermelho?
- Virou festa? Primeiro o Dig e o Dreg dos Guardiões do Tempo e agora você ??? O que isso, todas as minhas resenhas terão invasão de personagens agora?
- Não sei do que você está falando … ah, e se a Lucila perguntar eu não apareci por aqui, ok?
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por Tiago Castro
*com participação (invasão) especial de Maria Clara Baumgarten
O Hobbit (J.R.R. Tolkien)
junho 11, 2010 by Tiago Castro
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Resenha por Rodrigo Slama
http://cartasaosnativosdomundo.blogspot.com
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Quem nunca ouviu falar em Gandalf, Frodo, Legolas, Gimli, Aragorn, Bilbo Bolseiro e cia? Pois é, O Senhor dos Anéis, um clássico da literatura universal, conseguiu uma notoriedade sem precedentes pela adaptação ao cinema, por Peter Jackson, e que ganhou nada menos do que 11 Oscars em 2003… Mas isso não é novidade pra ninguém, não é mesmo?
Entretanto, como vocês sabem, não existiria O Senhor dos Anéis sem que se houvesse O Hobbit, que está sendo adaptado ao cinema com produção de Peter Jackson. Mas você conhece o livro? Já teve a oportunidade de saber como o anel foi encontrado por Bilbo? Em como a espada Ferroada chegou até o tio de Frodo, além de saber como ele adquiriu a armadura de mithril?
Tido por muitos como o melhor livro de J. R. R. Tolkien, O Hobbit tem os elementos necessários de um bom e consagrado clássico de fantasia medieval: guerras, magia, jornadas… Que começam a aparecer quando Gandalf, o Cinzento, procura Bilbo Bolseiro, o herói desta aventura, e lhe “oferece” uma missão: ser o ladrão da equipe de 13 anões que seguirão para o extremo leste para tentar reaver um tesouro há muito roubado por um grande dragão vermelho dourado: Smaug.
A equipe, liderada pelo grande Thorin Escudo-de-Carvalho, segue em grandes aventuras, onde enfrentam monstros e maldições, armadilhas e perseguições… A leitura de O Hobbit é imprescindível para os fãs da Saga do Anel, e, dificilmente, vai ter na adaptação, mesmo sendo dos melhores diretores da atualidade em se tratando de adaptação e fantasia, todos os elementos sublimes e importantes da obra de Tolkin, que tem todo um glamour literário. E se você é um dos (loucos) que acha(ra)m a leitura de O Senhor dos Anéis enfadonha e muito detalhista, não se preocupem… O Hobbit é menos denso e possui um ritmo implacável que o prenderá do início ao fim.
E, sem querer me prolongar e contar muitos detalhes do enredo, digo que há uma das maiores e mais bem escritas batalhas de todas as literaturas já lidas por este mero resenhista que voz escreve… e se a equipe do filme conseguir retratá-la, o que de fato acredito, fielmente, nas telonas, será também a mais emocionante e perfeita batalha da história do cinema mundial.
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Os Guardiões do Tempo (Nelson Magrini)
maio 20, 2010 by Tiago Castro
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Já há algum tempo recebi do Ednei da Giz Editorial o livro Os Guardiões do Tempo, do autor Nelson Magrini. Infelizmente, devido a muita, mas muita falta de tempo, não consegui ler a tempo de fazer uma resenha antes. Mas agora que as coisas acalmaram e o tempo voltou a dar as caras por aqui, resolvi tirar algumas horas por dia para ler a divertida aventura escrita por Nelson Magrini.

Sim, é isso mesmo, uma divertida aventura.
Os Guardiões do Tempo foi escrito e amplamente divulgado como uma obra infanto-juvenil, mas com certeza vai agradar leitores de todas as idades. O próprio autor não a classifica como infanto-juvenil, recomendando-a a todos que querem ler uma história empolgante e divertida.
Começamos com os três personagens principais, Duda, sua irmã Ciça e Rogério, um grupo de jovens que durante uma simples pescaria são abordados por uma nave espacial e um viajante do tempo chamado Vus. O tenente Vus “recruta” os três amigos para uma viagem pelo tempo, direto para o futuro, para ajudar em uma missão muito importante, encontrar um cientista desaparecido e sua invenção maluca. Os garotos descobrem que são a esperança de todo o Império Galático e apenas eles podem ter sucesso nessa missão.
Por diversas páginas do livro, Nelson Magrini descreve tudo o que aconteceu no período entre a época dos jovens e o futuro para onde eles vão. Como se formou o Império Galático, como aprenderam a lingua do império, etc.
Ao longo do livro vamos encontrando personagens muito interessantes, como os alienígenas gêmeos Dig e Dreg, que em sua maneira muito peculiar de falar, chegam a irritar os protagonistas do livro e divertir o leitor com ótimas passagens.
Outro personagem bastante interessante do livro é o comerciante Fyscat … não, eu disse Fyscat e não Fyscat … isso, agora está certo. É exatamente assim que Nelson Magrini diverte o leitor apresentando esse personagem aos três jovens enquanto eles estão em um planeta que parece uma grande feira livre , onde dão início a missão de encontrar o cientista Leidor .
A trama ainda conta com muitas reviravoltas, passagens divertidas e outras mais apreensivas. Durante todo o livro, Nelson procura manter a narrativa rápida e focando no perfil dos personagens, o que vai atraindo cada vez mais o leitor.
Para ter um gostinho do livro, leia um trecho do primeiro capítulo no Fontes da Ficção ou ainda a entrevista que o autor fez com os próprios personagens no seu blog http://nmagrini.blogspot.com
O livro é excelente. Eu recomendo.
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- Ele recomendou o livro Dreg, recomendou sim …
- É verdade Dig, eu vi, recomendou sim, se recomendou!
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Ei, quem chamou vocês dois aqui??
Essa resenha é minha …
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- Acho que ele está estressado Dig, tá sim …
- Tá estressado sim Dreg, se tá.
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Acesse o blog oficial do autor: http://nmagrini.blogspot.com
A editora é a Giz Editorial: http://www.gizeditorial.com.br
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por Tiago Castro
*com participação de Dig e Dreg
Bento (André Vianco)
janeiro 19, 2010 by Tiago Castro
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Neste livro, André Vianco se posiciona concretamente como o maior autor brasileiro de fantasia na atualidade. Saindo da linha de ‘Os Sete’, o paulista cria um novo mundo, pós-Noite Maldita. Começando uma segunda vertente tão interessante quanto a primeira de Os Sete/Sétimo, Bento já tem mais duas seqüências: O Vampiro Rei 1 e O Vampiro Rei 2.Uma trilogia recheada de fantasia e imaginação começa nesse volume.

Imagine uma noite infestada de magia, quando metade do mundo adormece e a população que ainda está desperta se vê mergulhada em acontecimentos inexplicáveis, como o surgimento de vampiros, o desaparecimento das doenças e mais um amontoado de acontecimentos que acaba fazendo com que as pessoas fujam das grandes cidades e passem a formar fortificações afastadas dos centros abandonados.
Ainda não descobri o que mais dá vivacidade na história, passando-a do papel para o imaginário, nos dando a sensação de estarmos lá num canto presenciando tudo, se é o fato da riqueza nos detalhes ou o cenário se passar em várias cidades conhecidas do nosso país.
“… Teve uma jornada cansativa naquele fatídico dia. Ao final do trabalho, ou pegou o metrô lotado para casa, ficando espremido como sardinha, ou ficou mofando no banco do carro, preso num congestionamento recorde e ouvindo o tamborilar da chuva no capô. E quando chegou em casa o que fez? Tomou um banho quente. Ficou encurvando o pescoço para aliviar a tensão do dia, relaxar a musculatura do pescoço. Aí veio o sono. Tomou água. Escovou os dentes. Foi pra cama e dormiu. Dormiu como nunca havia dormido antes. “
Talvez seja isso, a riqueza dos detalhes, o cenário conhecido, a descrição das personagens, que faz a leitura ser tão interessante.
Nos primeiros capítulos encontramos a história dos soldados de Nova Luz, são os heróis da vez, sua missão: ligar as cidades, manter a comunicação e mais do que tudo fazer o grade plano dar certo. Quando tudo parece perdido surge a profecia dos 30 guerreiros bentos. Quando eles se unirem, quatro milagres se desencadearão para salvar a humanidade. Contamos também com o despertar do trigésimo Bento, que encontra-se perdido ao acordar no meio de um mundo bem diferente do qual lembrava antes de dormir….a trinta anos atrás, o homem que viria para salvar a sociedade dos dentes daqueles que tinham sido transformados.
O livro demonstra também que com essa volta do mundo para os campos, longe da urbanização, o mundo começa a melhorar, acabando com os efeitos do aquecimento global dentre outros problemas ambientais e sociais. Com uma narrativa forte e rápida, Vianco também conta sobre os outros heróis Bentos e descreve várias histórias secundárias tão interessantes e gratificantes quanto a principal.
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por Camila Amanda
camila_amandaf@hotmail.com
Help – A Lenda de um Beatlemaníaco (Sérgio Pereira Couto)
dezembro 20, 2009 by Tiago Castro
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Já fazia algum tempo que não lia um romance policial de qualidade, ou melhor, já fazia algum tempo que não lia nada policial, e retomei a leitura desse gênero com um excelente livro, HELP – A Lenda de um Beatlemaníaco, de Sérgio Pereira Couto.
Help conta a história de um assassino serial que aproveita a chegada da Beatle Week, um grande evento musical, para começar uma série de crimes em Liverpool, cidade natal dos Beatles. Essa seria apenas mais uma trama policial se esse assassino não ligasse suas mortes com os álbuns lançados pelos filhos mais famosos da cidade.
Tudo começa quando a primeira morte acontece em um cenário ligado ao disco Please Please Me, primeiro álbum do quarteto e à partir daí todas as mortes vão sendo ligadas ao legado da banda inglesa.
Durante toda a trama acompanhamos a difícil tarefa do investigador John Paul Sutcliffe e do grupo de peritos forenses conhecidos como CSA’s em desevendar os crimes. Em meio a essa investigação vamos conhecendo personagens muito interessantes, como JW Starkey, dono de uma loja de discos que pertencera a sua mãe e que não gosta nenhum pouco dos Beatles e Julian Kirchherr, vocalista da banda cover Apple, uma das concorrentes da Beatle Week. Também somos apresentados as personagens Cynthia e Bárbara, respectivamente namoradas do investigador John Paul e do vocalista Julian, que logo se tornam recorrentes na trama, ou como no caso de Cynthia, essencial para a investigação.
O livro tem um rítmo bastante acelerado impedindo qualquer monotonia durante a leitura. Ao descrever os detalhes, citar diversas canções dos Beatles e mencionar todos os lugares famosos da cidade de Liverpool, Sérgio Pereira Couto nos transporta para as sombrias ruas da cidade inglesa e nos mostra que uma das bandas mais famosas o mundo pode perturbar a mente de quem é fã e também de quem não é fã da banda. As mortes e a frenética investigação dos CSA’s são dignas dos melhores episódios do seriado americano CSI e não deixam a desejar diante de nenhum outro livro do gênero.
O último capítulo encerra de maneira perfeita essa ótima história e deixa uma pergunta no ar: haverá uma continuação para Help – A Lenda de um Beatlemaníaco???
A leitura é obrigatória para todos os fãs dos Beatles, para qualquer fã de uma boa história policial, para os simpatizantes das cidades de Liverpool e Londres e para todos aqueles que apreciam uma ótima leitura.
O prefácio do livro foi escrito pelo vocalista da banda Beatles 4 Ever, Fábio Colombini, banda essa que é citada durante o livro. A capa é assinada por Rafael Victor, referindo-se a capa do álbum HELP.
Se você ainda não leu HELP, leia … se já leu, leia mais uma vez!

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por Tiago Castro
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O Jogo do Exterminador (Orson Scott Card)
dezembro 8, 2009 by Tiago Castro
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Um dos primeiros livros de ficção científica que li foi O Jogo do Exterminador, e confesso que foi o responsável p0r essa minha paixão pelo gênero. Recentemente li mais uma vez esse romance, agora a edição lançada pela Editora Devir.

O Jogo do Exterminador nasceu como um conto, criado pela mente brilhante de Orson Scott Card. Rejeitado por diversas revistas e publicações de ficção científica o conto foi publicado pela primeira vez em 1977, na revista Analog e posteriormente transformado no romance que o deixou famoso.
Ender Wiggin é o personagem principal do livro, um garoto de apenas seis anos. A premissa do livro é bem conhecida dos fãs de ficção científica, uma raça alienígena tenta invadir a Terra e os humanos montam uma linha de combate para enfrentá-la. Mas esse não é o ponto chave do livro. O autor brinca com o psicológico dos leitores enquanto apresenta seus personagens e desenvolve-os através do livro. Logo nas primeiras páginas do livro o leitor é apresentado a dois Ender’s diferentes, um é o garoto de seis anos, terceiro filho em sua família, amado pela irmã e aparentemente odiado pelo irmão e o outro é um brutal combatente que usa toda sua raiva para sair de uma situação adversa.
Os comandantes do exército colocam todas as suas esperanças no treinamento militar de crianças como Ender, e é esse garoto que mantem viva a esperanda da vitória por parte desses comandantes.
Ender é levado para uma base de treinamento, confinado juntamente com outros garotos de sua idade. Os treinamentos são diversos, desde gravidade zero até a falta completa de visão do adversário. Formados em equipes os garotos treinam para um dia defenderem a Terra dos “abelhudos” como chamam os alienígenas invasores.
Durante todo o livro as estratégias e jogadas psicologicas são colocadas frente ao leitor e a espera pelo final é cada vez mais aguardada.
O Jogo do Exterminador já é utilizado em treinamentos de exércitos, em escolas e universidades. Orson Scott Card conseguiu criar uma obra fantástica que com certeza influenciará muitas gerações ainda.
A editora Devir já lançou sua continuação, O Orador dos Mortos. A saga de Ender ainda possui mais dois livros, Xenocida e Os Filhos da Mente e outras séries paralelas ainda não traduzidas para o português.
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por Tiago Castro
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O Turno da Noite (André Vianco)
dezembro 7, 2009 by Tiago Castro
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O autor André Vianco já é bastante conhecido dos amantes da literatura fantástica por suas impressionantes histórias com vampiros. Após o sucesso dos livros Os Sete e Sétimo, a saga dos sete vampiros do Rio D’Ouro continua agitando a mente dos leitores e trazendo novos personagens para o espetáculo mais bizarro da Terra.

Em O Turno da Noite, Vianco dá sequência a saga que iniciou em Os Sete. Desta vez não temos os sete vampiros portugueses aterrorizando as noites da população brasileira, mas temos seus descendentes. Alguns personagens dos dois livros anteriores ainda continuam presente em O Turno da Noite, como o capitão do exército Brites, aliás, personagem recorrente em todos os volumes da trilogia.
A história inicia logo após a grande guerra que encerrou o livro Sétimo, entre vampiros e exército. Quatro sobreviventes, filhos do poderoso vampiro Sétimo, se veêm perdidos em meio a vida noturna e são recrutados por um vampiro ancião chamado Ignácio. O ancião oferece uma oportunidade incomum, um emprego em sua agência “Jugular”, para formarem O Turno da Noite.
A proposta que Ignácio oferece inicialmente é uma “limpeza” por parte do Turno da Noite, onde os quatro teriam que matar bandidos, políticos corruptos, traficantes e outros homens dessa categoria. Mas aos poucos, Patrícia, Alexandre, Raul e Bruno, vão descobrindo que o ancião não é tão bonzinho assim.
É nesse momento que surge outro personagem importante da saga, o vampiro Samuel, que tenta alertá-los sobre Ignácio. Samuel é um vampiro original, ou seja, um vampiro que foi transformado diretamente por um demônio. Quem já leu o livro O Senhor da Chuva vai se identificar com Samuel, que surge na história juntamente com seu irmão, que é um anjo.
O ancião Ignácio é auxiliado por duas sedutoras vampiras, Calíope e Isabela. A vampira Calíope é uma das personagens principais do segundo volume do Turno da Noite, onde conta toda sua história até ser transformada em vampira. A sedutora Calíope também torna-se o maior problema do capitão Brites, fazendo com que ele quase coloque o trabalho do exército a perder por inúmeras vezes. Isabela, a vampira ruiva, é o braço direito de Ignácio e durante os três livros inferniza a vida dos protagonistas.
Durante a trilogia mais algumas informações sobre o passado dos sete vampiros do Rio D’Ouro são reveladas E durante essas revelações que o autor nos apresenta o vampiro Jó, temido por Ignácio e sendo considerado o vampiro mais poderoso ainda existente.
Jó é o personagem principal do terceiro volume da trilogia, que leva o seu nome “O Livro de Jó”, apesar de aparecer apenas no final do livro. É surpreendente (e também surreal) as cenas que Vianco descreve da metade do terceiro volume até o final, bem no meio de São Paulo.
Além dos novos personagens, O Turno da Noite conta com caras antigas, como os caçadores Tobia e Dimitri e os vampiros Tiago e Eliane, protagonistas dos livros Os Sete e Sétimo.
Toda a trilogia é composta de muita ação, já característica dos livros de André Vianco. O rítmo acelerado está presente nos três livros e quanto mais o leitor se aprofunda em suas páginas, mais deseja saber o final desta incrível saga.
Em determinado momento da trilogia, André nos apresenta a personagem Dandara, uma bruxa que ainda não sabe de sua real natureza. Apesar de ter uma rápida passagem no terceiro volume de O Turno da Noite, Dandara é uma personagem importante para o autor, e de acordo com o próprio André, ganhará um livro só seu em breve (*informação passada pelo autor durante sua palestra no evento Fantasticon de 2009).
Enquanto o exército brasileiro tenta destruir os vampiros, Ignácio tenta impedir que o vampiro Jó desperte e os quatro membros do Turno da Noite tentam impedir os planos do vampiro ancião, o leitor encontrará momentos de muita adrenalina nas páginas dos livros.
O espetáculo mais bizarro da Terra torna-se ainda mais bizarro nessa trilogia, imperdível para os fãs de uma boa literatura fantástica.
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por Tiago Castro
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Anuário Brasileiro de Literatura Fantástica 2008 (Cesar Silva e Marcello Simão Branco)
dezembro 7, 2009 by Tiago Castro
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O Anuário Brasileiro de Literatura Fantástica é um livro que mostra todo o panorama da literatura fantástica no Brasil no ano anterior. Esta edição refere-se ao ano de 2008, onde de acordo com os autores, tivemos maior produção de material nacional em ficção científica, horror e fantasia.

Os autores Cesar Silva e Marcello Simão Branco comemoram o bom ano para o gênero fantástico brasileiro, que pela primeira vez superou os estrangeiros em número de lançamentos (inéditos e relançamentos) em 173 contra 155. Os autores ainda destacam que a vertente que mais cresceu foi o horror em relação a 2007.
O capítulo cujo título é Memória e se refere aos autores falecidos no ano de 2008 talvez seja o mais significativo desta edição. No ano de 2008 tivemos o falecimento de personalidades importantes do gênero, como Michael Crichton, o criador do sucesso Parque dos Dinossauros, mundialmente conhecido por sua versões de Steven Spielberg para o cinema. Talvez uns dos nomes mais importantes da ficção científica mundial seja o de Arthur C. Clarke, que também faleceu em 2008. Os autores do Anuário dedicaram nada menos do que nove páginas em memória do autor, listando inclusive toda sua trajetória e suas obras. Arthur C. Clarke ficou conhecido no mundo por 2001 – Uma Odisséia no Espaço.
Além dos dois importantes autores, tivemos os falecimentos dos quadrinistas Eugênio Colonnese e Gedeone Malagola e um dos nomes mais conhecidos do RPG mundial Gary Gygax, um dos criadores do popular Dungeons & Dragons.
E como já é costume no Anuário muitas resenhas estão presentes nesta edição. Os nacionais: Amor Vampiro (antologia de contos da Giz Editorial), Areia nos Dentes (Antônio Xerxenesky), O Caminho do Poço das Lágrimas (André Vianco), Fábulas do Tempo e da Eternidade (Cristina Lasaits), FCdoB (antologia de contos da Editora Corifeu), Fome (Tibor Moricz), O Par – Uma Novela Amazônica (Roberto de Souza Causo) e A Pulp Fiction de Guimarães Rosa (Braulio Tavares). E os internacionais: Coisas Frágeis (Neil Gaiman), Nevasca (Neil Stephenson) e Tempo Fechado (Bruce Sterling).
Mantendo a tradição, o livro também traz a lista com os periódicos lançados em 2008. Destaques para Portal, organizado por Nelson Oliveira e Terra Incógnita, capitaneada por Fábio Fernandes e Jacques Barcia.
O capítulo Personalidade do Ano traz uma longa entrevista com o autor André Vianco, o mais bem-sucedido escritor brasileiro do gênero fantástico. Vianco fala sobre suas obras, sua relação com a editora Novo Século e o início de sua carreira.
O Anuário Brasileiro de Literatura Fantástica continua sendo uma publicação importantíssima para o cenário fantástico nacional e a Tarja Editorial continua de parabéns pela qualidade gráfica do livro.
Parabéns também aos autores Cesar Silva e Marcello Simão Branco por mais esse belíssimo trabalho.
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por Tiago Castro
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FOME (Tibor Moricz)
dezembro 5, 2009 by Tiago Castro
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Sempre imaginamos como será o futuro, para onde a tecnologia e as atitudes dos seres humanos vão nos levar e principalmente, como estará o mundo quando nossos netos, bisnetos e tataranetos estiverem vivendo nele …
… Tibor Moricz nos dá respostas realmente perturbadoras em apenas quinze contos … contos que levam o leitor a sentimentos que vão do desespero ao nojo, passando pela curiosidade de como e para onde aquelas palavras vão nos levar.

FOME é um livro perturbador, muito perturbador. Em suas páginas não existe um amanhã, o futuro é incerto, se é que ele existe também. Virando as páginas de FOME descobrimos que os personagens não tem nome e não sabemos em qual cidade ou país os contos são ambientados. O nome de cada conto já remete ao personagem principal, como O Messias ou O Erudito.
Os contos são interligados, girando em torno do mesmo tema, fazendo o leitor esperar pelo final para saber onde FOME vai terminar.
Logo no primeiro conto, O Caçador, Tibor nos dá o gostinho da aventura de um homem em busca de seu alimento … o próprio homem. Sim, em FOME não existe comida, o que mantem a caça e o caçador vivos são os próprios seres humanos e o canibalismo anda de mãos dadas com as incertezas sobre o futuro.
A sequência de contos se dá com O Demente que em uma jogada de sorte consegue o tão esperado alimento e resolve dividí-lo com sua mãe.
Em outro conto, O Erudito, Tibor Moricz nos mostra quem nem só de canibais é feito FOME. Fazendo referências a Willian Shakespeare e ao livro Admirável Mundo Novo, O Erudito literalmente devora os livros.
O livro segue com O Renitente, que se alimenta de insetos, baratas e lagartixas, O Perseguido, que ao contrário do primeiro conto (não tão ao contrário assim) é a caça da vez, O Pregador, no qual suas palavras conseguem prender a atenção até mesmo de uma matilha de caçadores, O Obsessivo, que conta e espera, conta e espera, conta e espera e A Sedutora, a única personagem que talvez chegou próximo de ter um nome, “querida”.
O conto mais perturbador do livro, provavelmente seja O Prisioneiro. Além de viver uma época pós apocaliptica, as personagens desse conto vivem sem saber o que acontecerá nos próximos minutos, apenas imaginando qual será o próximo do abatedouro …
O Infecto é outro conto que proporciona algo próximo ao nojo. As pessoas infectas não servem como alimento e ainda vivem a margem da “sociedade”. Em um mundo onde não existe mais nada, nem o mundo praticamente, ser um excluído é ainda pior do que ser a caça.
Em O Observador, Tibor descreve um caçador ainda mais ousado, que busca sua presa em meio a um pequeno grupo, arriscando a própria vida em um misto de fome pela presa e desejo de aventura.
O Primogênito é outro conto que mostra uma caçada e novamente faz referência a uma pequena crença existente em algumas páginas do livro.
Logo em seguida temos O Crédulo, preparando o terreno para chegada do escolhido. Em A Matilha, o autor descreve uma briga interna entre dois membros de uma matilha e logo depois o encontro dessa matilha com outra, enquanto buscavam uma presa.
E para finalizar, O Messias fecha o livro com chave de ouro.
FOME é polêmico, é perturbador e repugnate em certos momentos … FOME é … FANTÁSTICO !!!
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por Tiago Castro
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Insônia (André Wambier)
dezembro 1, 2009 by Tiago Castro
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*Resenha originalmente publicada no antigo Blog Insônia
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Como já comentei algumas vezes aqui no blog, recebi o livro Insônia, do autor André Wambier, lançado pela editora Novo Século. Já faz alguns meses que recebi o exemplar diretamente do André, mas devido a contratempos e outros livros que estavam “na fila” apenas recentemente terminei a leitura do Insônia.

Vamos a ele então.
A primeira coisa que você tem que ter em mente ao ler Insônia, é que nunca chegamos a conclusão dos acontecimentos quando imaginamos ter matado a charada daquele problema. O livro mostra algumas reviravoltas interessantes ao longo de sua narrativa, que deixa o leitor vidrado no livro. Algumas passagens do livro tem um ritmo bem agitado, outras mais moderados, mas sempre na dose certa.
Insônia já começa em um ritmo bem acelerado. Logo de cara somos apresentados as personagens Beatriz e Ricardo Conde, um milionário casal apaixonado que vive em um feliz casamento, onde tudo ocorre as mil maravilhas. Mas …
Uma das primeiras cenas do livro é o seqüêstro de Beatriz, onde André descreve super bem o desespero dos dois diante de inusitada situação. Beatriz é levada por três homens recém saídos da prisão. O jogo psicológico que os sequestradores fazem com Ricardo é fantástico, deixando o leitor com os nervos à mil.
À partir daí o livro segue com os capítulos sendo intercalados, entre passado e presente. O passado é uma interessante história de Ricardo e Beatriz se conhecendo, tornando-se amigos e se apaixonando. Já o presente traz toda a angústia e o desespero de uma família em busca de informações sobre o paradeiro da milionária. É nesse cenário desesperador que o autor consegue passar todos os sentimentos das personagens ao leitor, fazendo-nos entrar de cabeça naquela situação, querendo sair juntamente com as personagens daquele inferno interminável.
Algum tempo depois, Ricardo Conde tenta retomar sua vida e voltar a exercer sua profissão de médico normalmente. É nesse momento que somos apresentados a outra interessante personagem, Alexandre Castro, um antigo paciente que Ricardo conheceu nos tempos de residência médica. O que o médico não imaginava é que sua vida estava prestes a mudar drásticamente.
Alexandre revela a Ricardo um intrigante segredo … ele não dorme há mais de doze anos. A princípio, Ricardo não acredita em Alexandre, fazendo diversos testes e exames afim de desmascarar o homem, mas após algum tempo comprova a veracidade da história e entra de cabeça nesse mistério. Alexandre conta que fez sua fortuna devido a essa “dádiva”. Já que não precisava dormir, teve todo o tempo do mundo para estudar, terminar duas faculdades e investir todo o seu longo tempo em seus projetos. Mas nem tudo era perfeito. Após alguns meses, Alexandre revela outro segredo ao médico, que o motiva a fazer uma operação para “voltar a dormir” e recuperar o carinho e atenção de sua família perdidos ao longo dos anos insone.
À partir daí o livro toma um terceiro rumo, mudando novamente o foco da história e deixando o leitor ainda mais intrigado com os acontecimentos. Novas personagens são introduzidas a trama, quando Ricardo Conde forma uma equipe de cientistas para tentar produzir uma droga com os efeitos insone que Alexandre carregou durante vários anos. Um jogo de intrigas e traições começa nesse momento e cada vez mais somos envolvidos nas dúvidas e conflitos pessoais de Ricardo.
Ricardo Conde começa então a dividir seu tempo entre o hospital, o novo projeto para desenvolver a droga e seus próprios medos, suas próprias sinas. À partir daqui o livro a história toma um rumo interessantíssimo e culmina com um final surpreendente, que deixa o leitor surpreso e ao mesmo tempo animado com os caminhos tomados.
Romance, ficção científica, mercado negro do narcotráfico, paixões e traições se misturam nesse excelente livro em uma história que prende o leitor do início ao fim e que nos apresenta vários momentos interligados que formam um grande enredo.
Além da excelente história criada, o autor escreve com propriedade sobre diversos assuntos ligados a medicina, descrevendo detalhadamente todos os procedimentos cirúrgicos e consultas apresetados no livro.
Fantástico!
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por Tiago Castro
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