Aspectos Narrativos para Dark Sun

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Os 5 aspectos descritos abaixo são para os mestres aproveitarem as qualidades do cenário de D&D Dark Sun.

1 – Terreno

O deserto é um aspecto primordial nas aventuras em Athas, só que ele fica mais interessante quando lembrando em momentos críticos, como qualquer viajem em Athas é difícil por causa do clima quente e do terreno mortífero. Isso pode “enjoar” os jogadores se em cada movimentação do grupo pelo cenário se tornar um teste repetitivo de perícia Tolerância.

Sendo assim escolha os momentos críticos para lembrar o grupo da dificuldade de se viver em um mundo desértico e terrível.

Por exemplo, depois de um encontro difícil longe de cidades, oásis ou qualquer lugar protegido o mestre pode aproveitar o fato dos personagens estarem esgotados (sem muitos poderes ou pulsos de cura) e ressaltar a necessidade de água, sombra e etc.

Lembre-se também de salientar os terrenos fantásticos do cenário, chuvas de obsidiana cortante, tempestades de areia escaldantes, fontes de água envenenadas, territórios cobertos de cinzas esterilizadas pela magia profanadora, areia movediça, planícies de sal, montanhas rochosas cobertas de pedras pontiagudas, ruínas de reinos esquecidos, barcos cristalizados pelo silte e assim por diante.

2 – Violência e Barbarismo

Essa palavra resume todo aspecto selvagem envolvido na ambientação de Dark Sun.

Demonstrações drásticas de violência dentro da narrativa ajuda os jogadores a entrar no clima de Athas.

Cicatrizes, canibalismo, desespero, medo e ira são características que podem demonstrar o conflito constante para se sobreviver em Athas.

Cenas descritas com saqueadores atacando caravanas, escravos sendo punidos, criaturas devorando presas, jogos sangrentos de arena são boas maneiras de salientar essa visão de Dark Sun.

A selvageria e o barbarismo devem ser sempre lembrados quando os personagens estiverem longe das áreas civilizadas do cenário (cidades estados), encontros com nômades, andarilhos, eremitas, tribos de ex-escravos, druidas e saqueadores podem ajudar o mestre as desenvolver cenas marcantes, como a civilização está em declínio as negociações no cenário podem ser mais interessantes se trocas forem feitas entre os personagens e mercadores, quanto menos moedas de cerâmica estiverem em jogo, mais negociações com trocas de objetos podem ser feitos, isso eleva o grau da sobrevivência e da importância de se arrancar as escamas de um monstro morto ou arrancar alguns cristais de uma caverna para trocar por suprimentos com um nômade.

E lembre sempre da raridade do metal, descrever a importância dessa raridade vai lembrar os personagens que nenhum deles está livre de perder sua arma, lutando com espadas de ossos ou machados de obsidiana.

3 – Poderes de Athas

Os poderes de Athas são importantes para demonstrar a diferença do cenário com os outros mundos de D&D.

A magia divina é inexistente pela falta de Deuses, sendo assim os aspectos primais e elementais no cenário são muito importantes, a devoção pelos espíritos elementais pode surgir na campanha na forma de sacerdotes selvagens, druidas, eremitas ou líderes de povoados distantes que dependem de tais forças para sobrevivência.

O Arcanismo tem também que ser sempre lembrado como algo corrupto e decadente, a magia consome a força vital do planeta, a corrupção é algo paupável em Athas, o ódio e o medo que as pessoas comuns tem da magia podem colocar os personagens dos jogadores em situações tensas e perseguições audaciosas nas cidades estados.

Finalmente o poder mais comum e importante do cenário é o Psiquismo, que deve ser tratado como uma força comum, mercadores telepatas, viajantes teleportadores, escravos telecinéticos, curandeiros versados em pscometabolismo e oráculos devem ser comuns, assim como animais e monstros usam o psiquismo com método de defesa e ataque.

http://www.ambrosia.com.br/wp-content/uploads/2010/08/darksunresenha2-230x290.jpg4 – Monstros

As criaturas nativas de Athas são mais mortíferas do que nos outros cenários de campanha, não tenha medo de colocar predadores realmente perigosos nos encontros de Dark Sun.

Como a sobrevivência é algo relacionado com a dificuldade de viver nesse mundo devastado e de imaginar que as criaturas que nele vivem sejam versões deturpadas e atrozes, adicionar poderes psiônicos é essencial para ampliar as capacidades das monstruosidades de Athas, não tenha medo de colocar criaturas com 3 ou 4 níveis acima do nível do grupo.

5 – Raças e Escravidão

As raças são bem diferentes do que estamos acostumados em relação aos outros cenários de D&D, por isso o mestre deve sempre salientar a selvageria dos halflings, o foco dos anões, a solidão e a dificuldade de sobreviver dos meio-elfos, a sagacidade ladina dos elfos (que são como ciganos enganadores), a dificuldade dos meio-gigantes de possuir personalidade própria, e as atitudes instintivas de quase alienígenas dos thre kreen em relação aos seus companheiros (a qual ele vai tratar como um “bando”).

A escravidão é algo comum em Athas, a maioria das pessoas nas cidades estados são escravos e são obrigados a se submeter a escravidão justamente para poderem se alimentar, uma parcela muito pequena da população civilizada do cenário é livre (entre eles nobres, mercadores, templários e pessoas livres) e mesmo esses podem ser punidos com a escravidão pelos seus crimes, os Feiticeiros Reis formam até exércitos de escravos, uma boa oportunidade de começar uma campanha em Dark Sun é começar com o grupo de personagens dos jogadores sendo escravos, lutando pela sobrevivência e a liberdade.

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http://universoinsonia.com.br/img_in/ulisses_m.jpgUlisses Gomes do Prado é um mero mortal com nome de herói, formado em Publicidade e Propaganda, narrador veterano de D&D e World of Darkness, hardgamer de PS3 e “Marvelmaníaco”. Gosta de criar roteiros fantásticos, cinema, animações, boa comida e de literatura fantástica, seus autores favoritos são Tolkien, Cornwell e R.A.Salvatore.

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Ulisses Gomes do Prado e um mero mortal com nome de herói, formado em Publicidade e Propaganda, narrador veterano de D&D e World of Darkness, hardgamer de PS3 e “Marvelmaníaco”. Gosta de criar roteiros fantásticos, cinema, animações, boa comida e de literatura fantástica, seus autores favoritos são Tolkien, Cornwell e R.A.Salvatore.

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