Thursday, November 21, 2019


Bento (André Vianco)

Neste livro, André Vianco se posiciona concretamente como o maior autor brasileiro de fantasia na atualidade. Saindo da linha de…

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By Castrinho , in Impressões , at 19 de janeiro de 2010

Neste livro, André Vianco se posiciona concretamente como o maior autor brasileiro de fantasia na atualidade. Saindo da linha de ‘Os Sete’, o paulista cria um novo mundo, pós-Noite Maldita. Começando uma segunda vertente tão interessante quanto a primeira de Os Sete/Sétimo, Bento já tem mais duas seqüências: O Vampiro Rei 1 e O Vampiro Rei 2.Uma trilogia recheada de fantasia e imaginação começa nesse volume.

Imagine uma noite infestada de magia, quando metade do mundo adormece e a população que ainda está desperta se vê mergulhada em acontecimentos inexplicáveis, como o surgimento de vampiros, o desaparecimento das doenças e mais um amontoado de acontecimentos que acaba fazendo com que as pessoas fujam das grandes cidades e passem a formar fortificações afastadas dos centros abandonados.

Ainda não descobri o que mais dá vivacidade na história, passando-a do papel para o imaginário, nos dando a sensação de estarmos lá num canto presenciando tudo, se é o fato da riqueza nos detalhes ou o cenário se passar em várias cidades conhecidas do nosso país.

“… Teve uma jornada cansativa naquele fatídico dia. Ao final do trabalho, ou pegou o metrô lotado para casa, ficando espremido como sardinha, ou ficou mofando no banco do carro, preso num congestionamento recorde e ouvindo o tamborilar da chuva no capô. E quando chegou em casa o que fez? Tomou um banho quente. Ficou encurvando o pescoço para aliviar a tensão do dia, relaxar a musculatura do pescoço. Aí veio o sono. Tomou água. Escovou os dentes. Foi pra cama e dormiu. Dormiu como nunca havia dormido antes. “

Talvez seja isso, a riqueza dos detalhes, o cenário conhecido, a descrição das personagens, que faz a leitura ser tão interessante.

Nos primeiros capítulos encontramos a história dos soldados de Nova Luz, são os heróis da vez, sua missão: ligar as cidades, manter a comunicação e mais do que tudo fazer o grade plano dar certo. Quando tudo parece perdido surge a profecia dos 30 guerreiros bentos. Quando eles se unirem, quatro milagres se desencadearão para salvar a humanidade. Contamos também com o despertar do trigésimo Bento, que encontra-se perdido ao acordar no meio de um mundo bem diferente do qual lembrava antes de dormir….a trinta anos atrás, o homem que viria para salvar a sociedade dos dentes daqueles que tinham sido transformados.

O livro demonstra também que com essa volta do mundo para os campos, longe da urbanização, o mundo começa a melhorar, acabando com os efeitos do aquecimento global dentre outros problemas ambientais e sociais. Com uma narrativa forte e rápida, Vianco também conta sobre os outros heróis Bentos e descreve várias histórias secundárias tão interessantes e gratificantes quanto a principal.

… … …

por Camila Amanda
camila_amandaf@hotmail.com

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Comments


  • Eu li Os Sete e não gostei do tipo de narrativa dele, ele usa narrativa parecida com a do Raphael Draccon, mas deixa várias pontas soltas e você acaba perdido no meio do caminho, tendo que voltar e reler a parte em questão.

    Por isso nem li mais nada dele. Aí queria saber se ele mudou o tipo de narrativa, aprimorou sabe?

  • Eu gosto mais de “Os Sete” do que de “Bento”. Os dois são cinematográficos, mas os personagens dOs Sete são mais carismáticos, na minha opinião.

    E Raphael Draccon é phoda!

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